Sorilis, a droga do momento

Sorilis, a droga do momento
Por Dra. Giovana Granzzoti
11/08/2017


Nesta sexta-feira eu peço desculpas por demorar escrever.
Todos esperavam esta atualização pela manhã mas tudo que pensei para escrever hoje, teve de ser mudado.
O motivo, o assunto dessa semana não poderia ser outro que não a droga Sorelis.
A medicação de incrível alto custo que se tornou conhecida de todos nós, leitores Kester nas últimas 24h.

A medicação precisa ser usada pelo Presidente Kester, Jornalista Guilherme Kalel, no combate a um problema que causa deficiências e infecções no sangue e em outras partes do corpo.
Se não tomar a medicação, Guilherme vai desenvolver uma anemia severa e infecção múltipla e generalizada, o que no seu caso seria fatal.
Para evitar essas complicações há uma saída, única saída infelizmente.
E ela está fora de todos os padrões do Brasil.

A medicação Sorilis é a única droga neste momento, capaz de conter o avanço desta doença que acomete Kalel agora.
É necessário que ele tome ao menos duas injeções da droga por mês, num prazo mínimo de 2 anos, que pode ou não ser aumentado, para se ter um efeito esperado e preciso.
Se isso não acontecer, Guilherme não teria chance.

A medicação custa R$ 11 Mil e é uma das mais caras do mundo.
É produzida na Europa e importada para o Brasil, onde é comercializada mediante a retenção da receita.
A droga é relativamente nova aqui, pouquíssimas pessoas tiveram acesso a ela, e todas compraram nem uma pelo SUS.
Pelo seu alto custo, o remédio não está no sistema público de saúde, aliás opinião médica a ser dada, é um dos muitos que tinham de estar no sistema mas que
infelizmente não estão.
Ao custo de R$ 11 Mil, Guilherme precisa de duas por mês, ele gastaria R$ 22 Mil por cada 30 dias.
Se o tratamento durar 2 anos, seriam mais de R$ 500 Mil com remédios.

Como a droga não perdeu a patente, isto dá ao laboratório produtor o direito de comercializa-la ao custo que desejarem.
E isso é algo que influencia neste alto custo da medicação.
Talvez se houvesse um similar, ou se o Brasil fosse capaz de produzi-la o resultado seria diferente e seu custo não tão elevado.

A minha opinião médica é que o paciente em questão, precisa urgente da tomada da medicação.
Ela é a única alternativa ao problema apresentado em todos os ângulos, e por mais que se procure o fato é que não há, não existe um meio termo ou outra medida paliativa.

giovanagranzzoti@miccelann.com.br