O agressivo câncer no cerebelo
Por Dra. Giovana Granzzoti
10/11/2017
Um câncer é algo imprevisível que age e reage em diferentes situações, em cada organismo de um jeito.
Existem tumores que são mais e outros menos agressivos, dependendo de seu grau de intensidade.
Hoje, pela primeira vez neste espaço falaremos de um tumor cerebral, que é um dos mais agressivos já conhecidos e que atinge a região do cerebelo.
Tumores no cerebelo são sempre malignos, e muito agressivos.
Eles não apresentam sintomas antes de 3 meses de existência, e quando são descobertos na maior parte das vezes já provocaram um estrago sem precedentes e o câncer sofreu mutações, chamadas metastases.
Essas metastases, levam as células cancerígenas pela corrente sanguínea do paciente, fazendo nascer novos tumores em lugares vulneráveis por uma imunidade muito baixa.
O tumor no cerebelo é imprevisível e tem uma sobrevida de 3 meses a 1 ano, depois de diagnosticado.
Mas tudo isso pode variar, dependendo da situação do paciente.
Se o tumor for descoberto e não tiver sofrido metastases em órgãos vitais, o câncer pode tentar ser controlado por terapias e tratamentos.
Mas, se ele for descoberto já depois de ter atacado certas partes, o cuidado apresentado aos pacientes será paliativo, pois não há muito o que fazer.
Sintomas de um tumor no cerebelo
Dores incessantes no olho ou na cabeça, especialmente na parte de trás.
Tontura, fraqueza, náusea, perca de movimentos em alguns dos membros ou ainda a atrofia de nervos de braços e pernas.
Os desmaios são mais frequentes nesses tipos de tumores, podendo ultrapassar 4 por dia em estágios mais avançados.
O tumor pode evoluir rapidamente, de um grau a outro e matar, as vezes em dia, dependendo da reação do organismo do paciente.
Por se localizar no cerebelo, uma região muito importante do cérebro onde se guardam muitas informações e onde se tem grande circulação sanguínea, é comum esse tipo de tumor ser o que mais provoca hemorragias.
Algumas são pequenas, mas a maior parte delas fatais.
O tumor no cerebelo, pode também provocar AVC, Acidente Vascular Cerebral, ou criar coágulos na cabeça dos pacientes.
Esses coágulos podem se romper, causando hemorragias intensas que também levam a óbito.
Os tumores cerebrais aumentam a pressão intracraniana do paciente.
As vezes esses aumentos são bruscos, o que pode fazer o cérebro se comprimir tanto que o tumor mesmo se estoura.
Se isso acontecer, em questão de segundos o paciente pode ter uma hemorragia fatal e morrer.
Tratamentos
Os tratamentos vão depender do grau de desenvolvimento da doença.
Cirurgias podem ser feitas, mas em poucos casos.
Porque podem causar mais danos do que benefícios ao pacientes.
Radioterapia pode ser usada para conter o avanço do câncer, desde que a pressão intracraniana, IC, não esteja elevada, maior que 65 MMG.
Vale salientar que uma pessoa saldável, deve ter de 0 a 20 MMG de pressão.
Se ela chegar a 100, o paciente morre, e se houver queda da pressão, morre também.
Se a pressão estiver dentro do padrão de até 665 MMG a radio pode ser realizada, acima disso não.
Quimioterapia não é recomendada, porque mata o paciente mais rapidamente do que trás qualquer outro benefício.
Técnicas que se mostram mais eficazes, são as de imunoterapia.
Mas para usa-las é preciso primeiro estabilizar o tumor.
E as vezes é isso que se torna mais difícil.
Para estabiliza-lo é necessário uma radioterapia, e nem sempre o paciente pode fazer o processo.
Em outra oportunidade, vamos discorrer mais sobre este tema que é complexo e tem muito a que se dizer.
Este breve resumo, explica as dúvidas de leitores que escreveram no decorrer da semana para entenderem um pouco mais sobre este câncer, que no ano passado matou Kate Zimmer, Assessora do Grupo Kester, e que agora acomete sua irmã Keila.
giovanagranzzoti@miccelann.com.br