Quando usar um Marcapasso

Quando usar um Marcapasso
Por Dra. Giovana Granzzoti
23/09/2017


Originalmente costumo postar aqui as sextas-feiras, mas nesta semana em especial a postagem acabou atrasando em um dia, vindo a ser publicada hoje.
Entretanto, o assunto que vamos falar se refere a algo que foi divulgado no Portal Kester 10 G ao longo da semana, quando anunciada uma doença cardíaca da Executiva de Honra do Grupo, Mariana Monary.

Ela possue insuficiência Cardíaca diagnosticada no decorrer da semana, e teve como tratamento indicado o implante de Marcapasso.
Vamos entender nas linhas a seguir, quando usar este dispositivo e por qual razão ele é necessário.

O nosso coração funciona como uma bomba.
Cada batimento se refere, a forma como ele está jogando o sangue para o resto de nosso corpo.
O normal é que nossa Frequência Cardíaca seja de 70 a 90 BPM.
Quando os Batimentos Por Minuto são maior ou menor que este número, existe a necessidade de alerta.

Por diversas razões, nosso coração pode não bombear corretamente, e ter deficiências nos seus batimentos.
Em muitos casos essa insuficiência se torna um problema grave, que pode ser corrigido com uso de medicação ou cirurgia.
Uma dessas cirurgias, é o implante de Marcapasso o que vamos discutir a seguir.
Quando nosso coração está muito fora do ritmo, bate rápido demais ou lento demais, podemos ter diversos tipos diferentes de ataques do coração.
Para se evitar cada um deles, e para fazer nosso coração agir com menos sobrecarga, alguns casos se recomendam o uso de um Marcapasso.
O dispositivo é metálico, e parece muito um coração em tamanho menor. É sobreposto no meio do peito, entre a parte direita e esquerda, e é interligado ao coração por fios.
Assim como o coração, o Marcapasso possue batimentos por minuto, que devem ser de acordo com a necessidade, em uma frequência que pode variar de 80 a 100 BPM.
Passamos a ter no corpo, dois batimentos, o coração normal, e o Marcapasso que o auxilia a bombear o sangue que precisamos para viver.

O Marcapasso é movido por uma bateria, que precisa ser trocada a cada 5 anos, depois de seu implante original.
Uma vez colocado no paciente, nunca mais é removido, a menos que se ocorra um transplante de coração no futuro, e não se necessite mais por o dispositivo.
O uso do Marcapasso é uma avaliação médica, cada caso é um caso.
De acordo com a condição clínica e a necessidade do paciente, o histórico médico familiar e presente, é que o médico define o tratamento.

O Marcapasso é usado para controlar bradicardias, quando o coração bate lento demais, ou taquicardias, quando ele bate acelerado.
Hoje, o dispositivo de Marcapasso pode ser fornecido via SUS para pacientes que necessitam, e está também coberto por todos os planos de saúde.
É chamado de tratamento essencial no caso de muitas disfunções cardíacas e por isso a necessidade de ser disponibilizado.
Contudo, há diferentes tipos de Marcapassos.
Além do tradicional descrito acima, há um segundo tipo que é importado.
A cada vez que é necessário a troca de uma bateria, o Marcapasso tradicional precisa ser trocado e o paciente precisa ser aberto.
Com o dispositivo importado isso não acontece. Ele é implantado por meio de um lêiser e este mesmo método pode fazer com que a pele do paciente seja aberta sem cortes.
Neste caso, a bateria é removida sem a retirada do Marcapasso, e outra é colocada.
O procedimento é realizado uma vez a cada 10 anos, tempo de vida útil da bateria.
Mas por ser importado e de alto padrão, este tipo de Marcapasso é pouco usado no Brasil.

A cirurgia para implante de Marcapasso não possue riscos. E leva em média de 1 a 2h para acontecer, dependendo da situação clínica do paciente.
Pode ser feita em hospital especializado para atendimento do coração, ou em clínicas com Unidade de Terapia Intensiva Coronariana.

Uma vez que o Marcapasso for implantado a pessoa pode seguir suas atividades diárias, como trabalhar.
Isso claro, dependendo da atividade que exercer.
Pessoas com Marcapasso e com problemas no coração, não podem exercer atividades físicas pesadas, fazer esforços e operar certos tipos de máquinas ou veículos.

giovanagranzzoti@kester.net.br