O HPN e as complicações infecciosas de Guilherme Kalel
Por Dra. Giovana Granzzoti
29/09/2017
Nesta semana, gostaria de poder falar com vocês um tema diferente.
Até mesmo para responder algumas mensagens que tenho recebido, questionando informações veiculadas a respeito do estado de saúde do Presidente Kester, Jornalista Guilherme Kalel.
Ele tem HPN, como todos bem sabem e que eu já escrevi aqui sobre.
Mas uma vez que iniciou o tratamento com a Sorilis, estão me perguntando se isso não deveria estabilizar a doença.
As explicações são simples e se seguem a seguir.
1º
A doença só começa a se estabilizar, a partir da quarta aplicação da injeção, feita no último 22 de setembro.
Mas se estabilizar, não quer dizer que ela vai parar de avançar, seu avanço segue até que a injeção consiga controla-la totalmente.
Isso só vai ocorrer, a partir da 10ª ou 12ª segunda aplicação, temos um longo caminho pela frente.
Só a partir dessas 12 primeiras vezes que ele receber a aplicação, os exames vão mostrar que a Sorilis, conseguiu conter o desenvolvimento total da HPN.
Mas a doença continua presente e seus efeitos também.
2º
Uma coisa é a HPN contida pela medicação, e outra bem diferente são seus efeitos.
Então o tratamento é em múltiplas linhas onde a mais importante delas é impedir que os Glóbulos Vermelhos do paciente se destruam.
Depois das 12 primeiras aplicações isso vai deixar de acontecer.
Só que, os demais efeitos como as infecções e a Anemia, seguem.
E precisam ser tratados em separado.
3º
Guilherme Kalel, possue uma infecção bacteriana, porque em algum momento de nesse tempo, uma bactéria se proliferou dentro de si.
Essa bactéria é resistente a antibióticos convencionais e não tem demonstrado bons resultados com o que está sendo usado.
Então, começamos uma combinação de antibióticos e medicamentos, até acertamos o que vai resolver para ela.
O problema é que por causa da HPN, o sistema imunológico do paciente está comprometido e isso faz ela se espalhar rapidamente.
4º
Por que ele não se internou?
Uma vez internado o paciente só pode deixar o hospital, se a bactéria estiver 100% contida.
As vezes isso leva semanas, até meses para acontecer quando o caso envolve o problema de HPN que ele tem.
Sabendo isso, ele recusou o processo de internação, e nós enquanto médicos não podemos obriga-lo.
Se ele quer continuar com os tratamentos em casa, para não ficar longe da família, aceitamos e tratamos.
É impreciso saber, se ele se recuperaria mais rápido estando em casa ou em um hospital.
Mesmo porque, sempre há o risco da infecção hospitalar, o que no caso dele seria fatal.
5º
Muitas pessoas perguntam porque ele tem um concentrado gigantesco de doenças.
Disritmia cerebral, cardiopatias, canceres, diabetes e a HPN seguida das infecções agora.
Essa pergunta é difícil de se responder, mas tentarei resumidamente dizendo o seguinte.
Muitas das vezes uma certa condição clínica do paciente, leva a outras complicações por uma série de fatores.
Exemplo, o tumor cerebral foi ocorrente da demora em se tratar a disritmia que avançou tanto, e prejudicou células do cérebro.
Ele tinha essas células frágeis e o câncer começou a circular, nasceu. O sistema imunológico comprometido, por causa da já Diabetes, do quadro oncológico, também fez
os tumores se espalharem.
No caso da HPN, surgiu por uma falha no pâncreas e como resultante de complicações, trouxe a infecção e anemia.
Sempre estarei disponível para esclarecer quaisquer dúvidas, e na semana que vem volto.
Ou com um tema novo, ou para responder a mensagens que me forem encaminhadas.
giovanagranzzoti@miccelann.com.br