O agressivo câncer no cerebelo

O agressivo câncer no cerebelo
Por Dra. Giovana Granzzoti
10/11/2017


Um câncer é algo imprevisível que age e reage em diferentes situações, em cada organismo de um jeito.
Existem tumores que são mais e outros menos agressivos, dependendo de seu grau de intensidade.
Hoje, pela primeira vez neste espaço falaremos de um tumor cerebral, que é um dos mais agressivos já conhecidos e que atinge a região do cerebelo.

Tumores no cerebelo são sempre malignos, e muito agressivos.
Eles não apresentam sintomas antes de 3 meses de existência, e quando são descobertos na maior parte das vezes já provocaram um estrago sem precedentes e o câncer sofreu mutações, chamadas metastases.
Essas metastases, levam as células cancerígenas pela corrente sanguínea do paciente, fazendo nascer novos tumores em lugares vulneráveis por uma imunidade muito baixa.

O tumor no cerebelo é imprevisível e tem uma sobrevida de 3 meses a 1 ano, depois de diagnosticado.
Mas tudo isso pode variar, dependendo da situação do paciente.

Se o tumor for descoberto e não tiver sofrido metastases em órgãos vitais, o câncer pode tentar ser controlado por terapias e tratamentos.
Mas, se ele for descoberto já depois de ter atacado certas partes, o cuidado apresentado aos pacientes será paliativo, pois não há muito o que fazer.

Sintomas de um tumor no cerebelo
Dores incessantes no olho ou na cabeça, especialmente na parte de trás.
Tontura, fraqueza, náusea, perca de movimentos em alguns dos membros ou ainda a atrofia de nervos de braços e pernas.
Os desmaios são mais frequentes nesses tipos de tumores, podendo ultrapassar 4 por dia em estágios mais avançados.
O tumor pode evoluir rapidamente, de um grau a outro e matar, as vezes em dia, dependendo da reação do organismo do paciente.
Por se localizar no cerebelo, uma região muito importante do cérebro onde se guardam muitas informações e onde se tem grande circulação sanguínea, é comum esse tipo de tumor ser o que mais provoca hemorragias.
Algumas são pequenas, mas a maior parte delas fatais.
O tumor no cerebelo, pode também provocar AVC, Acidente Vascular Cerebral, ou criar coágulos na cabeça dos pacientes.
Esses coágulos podem se romper, causando hemorragias intensas que também levam a óbito.

Os tumores cerebrais aumentam a pressão intracraniana do paciente.
As vezes esses aumentos são bruscos, o que pode fazer o cérebro se comprimir tanto que o tumor mesmo se estoura.
Se isso acontecer, em questão de segundos o paciente pode ter uma hemorragia fatal e morrer.

Tratamentos
Os tratamentos vão depender do grau de desenvolvimento da doença.
Cirurgias podem ser feitas, mas em poucos casos.
Porque podem causar mais danos do que benefícios ao pacientes.
Radioterapia pode ser usada para conter o avanço do câncer, desde que a pressão intracraniana, IC, não esteja elevada, maior que 65 MMG.
Vale salientar que uma pessoa saldável, deve ter de 0 a 20 MMG de pressão.
Se ela chegar a 100, o paciente morre, e se houver queda da pressão, morre também.

Se a pressão estiver dentro do padrão de até 665 MMG a radio pode ser realizada, acima disso não.
Quimioterapia não é recomendada, porque mata o paciente mais rapidamente do que trás qualquer outro benefício.
Técnicas que se mostram mais eficazes, são as de imunoterapia.
Mas para usa-las é preciso primeiro estabilizar o tumor.
E as vezes é isso que se torna mais difícil.
Para estabiliza-lo é necessário uma radioterapia, e nem sempre o paciente pode fazer o processo.

Em outra oportunidade, vamos discorrer mais sobre este tema que é complexo e tem muito a que se dizer.
Este breve resumo, explica as dúvidas de leitores que escreveram no decorrer da semana para entenderem um pouco mais sobre este câncer, que no ano passado matou Kate Zimmer, Assessora do Grupo Kester, e que agora acomete sua irmã Keila.
giovanagranzzoti@miccelann.com.br

Obstrução urológica

Obstrução urológica
Por Dra. Giovana Granzzoti
27/10/2017


Na última quarta-feira, 25 de outubro, acompanhamos que o Presidente da República do Brasil, Michel Temer teve um quadro urológico que inspirou cuidados.
Temer foi internado por cerca de 7h para tratar uma desobstrução.
E muitas pessoas queriam entende um pouco mais o problema, daí a razão deste artigo.

Uma obstrução ocorre quando por alguma razão, algo é interrompido no corpo.
Pode ser uma obstrução da artéria ou outra veia importante, por onde o sangue coagula e não passa.
E pode ser obstrução urinária como no caso de Temer, em que ele não consegue ir ao banheiro para urinar.
O problema geralmente acontece por um quadro chamado de hiperplasia da próstata, quando o órgão fica muito grande.
O crescimento é natural ocorrer a partir dos 45 anos de idade, e depois dos 70 é ainda maior.
Temer já tem 77, o que explica seu quadro clínico.
Mas atenção. A hiperplasia não é um câncer ela é uma doença benigna.
É tratada com medicamento e quando não resolve, com procedimento cirúrgico, em que parte da próstata pode ser removida.
Assim, o paciente acaba resolvendo o problema de desobstrução pois é construído um túnel por onde a urina vai passar.

No caso de Temer a cirurgia não foi necessária ainda, mas não quer dizer que não seja feita.
O caso em questão, mostra que exames foram feitos e o Presidente tratado com uma sonda e medicação.
Ele deve ir a São Paulo, onde vai fazer mais exames para saber a extensão e se é necessário um procedimento cirúrgico.
Também é importante salientar que isso nada tem a ver com outra obstrução que possue o Presidente.
Temer tem uma obstrução coronária, que deve ser sanada com um cateterismo.

giovanagranzzoti@miccelann.com.br

Temperaturas elevadas e os cuidados com a saúde

Temperaturas elevadas e os cuidados com a saúde
Por Dra. Giovana Granzzoti
20/10/2017


Ao longo das últimas semanas temos acompanhado um grande aumento nas temperaturas, especialmente na região sudeste do país.
Com a chegada do horário de verão, o clima fresco tem sido substituído cada vez mais por um sol escaldante, e altas temperaturas.
Isso na sua maioria das vezes acaba sendo prejudicial para o corpo, principalmente quando a pessoa já tem uma doença preexistente.

Pacientes cardiopatas ou neurológicos, tendem a sofrer mais na época do calor.
O aumento das temperaturas, fazem o corpo inchar e o cérebro também.
Aumenta a dificuldade na circulação sanguínea, e no trabalho do coração em distribuir esse sangue para o resto do corpo.

Para tentar evitar maiores danos, algumas medidas são orientadas pelos especialistas.
Manter-se hidratado é a principal delas.
E ajuda principalmente a conter aquele mal-estar que normalmente é gerado pelo calor em excesso.
Um bom climatizador ajuda, mas é preciso tomar cuidado com o uso dessas coisas artificiais, principalmente ao deixar um ambiente muito quente e entrar em um resfriado.
Pode ser que o paciente, se tiver imunidade baixa, desenvolva problemas respiratórios, como crises gripais, por conta do choque térmico.

Beber água e sucos naturais, como laranja, acerola e limão, são essenciais.
Isso mantém o corpo hidratado e ajuda a dar mais força para vencer o dia dia.
Por causa do horário diferente, em que o dia acaba tendo uma hora amais de claridade e de sol consequentemente, as vezes é necessário o uso de um suplemento alimentar.
Redvit, Pharmaton ou Aspartato de Arginina, são alguns dos mais recomendados para ajudar nesse combate ao mal-estar.

Exercitar-se é importante, nunca se esqueça disso, para que a musculatura não se atrofie.
Fazer o uso de uma piscina é bom, tanto para refrescar quanto para manter o corpo trabalhando.
A água ajuda o coração e o cérebro, e desincha o corpo.
Mas é importante ficar atento, usar um bom protetor solar, e evitar piscina das 12 as 15h, quando o sol está mais intenso nessa época do ano.
giovanagranzzoti@miccelann.com.br

O HPN e as complicações infecciosas de Guilherme Kalel

O HPN e as complicações infecciosas de Guilherme Kalel
Por Dra. Giovana Granzzoti
29/09/2017


Nesta semana, gostaria de poder falar com vocês um tema diferente.
Até mesmo para responder algumas mensagens que tenho recebido, questionando informações veiculadas a respeito do estado de saúde do Presidente Kester, Jornalista Guilherme Kalel.
Ele tem HPN, como todos bem sabem e que eu já escrevi aqui sobre.
Mas uma vez que iniciou o tratamento com a Sorilis, estão me perguntando se isso não deveria estabilizar a doença.

As explicações são simples e se seguem a seguir.


A doença só começa a se estabilizar, a partir da quarta aplicação da injeção, feita no último 22 de setembro.
Mas se estabilizar, não quer dizer que ela vai parar de avançar, seu avanço segue até que a injeção consiga controla-la totalmente.
Isso só vai ocorrer, a partir da 10ª ou 12ª segunda aplicação, temos um longo caminho pela frente.
Só a partir dessas 12 primeiras vezes que ele receber a aplicação, os exames vão mostrar que a Sorilis, conseguiu conter o desenvolvimento total da HPN.
Mas a doença continua presente e seus efeitos também.


Uma coisa é a HPN contida pela medicação, e outra bem diferente são seus efeitos.
Então o tratamento é em múltiplas linhas onde a mais importante delas é impedir que os Glóbulos Vermelhos do paciente se destruam.
Depois das 12 primeiras aplicações isso vai deixar de acontecer.
Só que, os demais efeitos como as infecções e a Anemia, seguem.
E precisam ser tratados em separado.


Guilherme Kalel, possue uma infecção bacteriana, porque em algum momento de nesse tempo, uma bactéria se proliferou dentro de si.
Essa bactéria é resistente a antibióticos convencionais e não tem demonstrado bons resultados com o que está sendo usado.
Então, começamos uma combinação de antibióticos e medicamentos, até acertamos o que vai resolver para ela.
O problema é que por causa da HPN, o sistema imunológico do paciente está comprometido e isso faz ela se espalhar rapidamente.


Por que ele não se internou?
Uma vez internado o paciente só pode deixar o hospital, se a bactéria estiver 100% contida.
As vezes isso leva semanas, até meses para acontecer quando o caso envolve o problema de HPN que ele tem.
Sabendo isso, ele recusou o processo de internação, e nós enquanto médicos não podemos obriga-lo.
Se ele quer continuar com os tratamentos em casa, para não ficar longe da família, aceitamos e tratamos.
É impreciso saber, se ele se recuperaria mais rápido estando em casa ou em um hospital.
Mesmo porque, sempre há o risco da infecção hospitalar, o que no caso dele seria fatal.


Muitas pessoas perguntam porque ele tem um concentrado gigantesco de doenças.
Disritmia cerebral, cardiopatias, canceres, diabetes e a HPN seguida das infecções agora.
Essa pergunta é difícil de se responder, mas tentarei resumidamente dizendo o seguinte.
Muitas das vezes uma certa condição clínica do paciente, leva a outras complicações por uma série de fatores.
Exemplo, o tumor cerebral foi ocorrente da demora em se tratar a disritmia que avançou tanto, e prejudicou células do cérebro.
Ele tinha essas células frágeis e o câncer começou a circular, nasceu. O sistema imunológico comprometido, por causa da já Diabetes, do quadro oncológico, também fez
os tumores se espalharem.
No caso da HPN, surgiu por uma falha no pâncreas e como resultante de complicações, trouxe a infecção e anemia.

Sempre estarei disponível para esclarecer quaisquer dúvidas, e na semana que vem volto.
Ou com um tema novo, ou para responder a mensagens que me forem encaminhadas.

giovanagranzzoti@miccelann.com.br

Quando usar um Marcapasso

Quando usar um Marcapasso
Por Dra. Giovana Granzzoti
23/09/2017


Originalmente costumo postar aqui as sextas-feiras, mas nesta semana em especial a postagem acabou atrasando em um dia, vindo a ser publicada hoje.
Entretanto, o assunto que vamos falar se refere a algo que foi divulgado no Portal Kester 10 G ao longo da semana, quando anunciada uma doença cardíaca da Executiva de Honra do Grupo, Mariana Monary.

Ela possue insuficiência Cardíaca diagnosticada no decorrer da semana, e teve como tratamento indicado o implante de Marcapasso.
Vamos entender nas linhas a seguir, quando usar este dispositivo e por qual razão ele é necessário.

O nosso coração funciona como uma bomba.
Cada batimento se refere, a forma como ele está jogando o sangue para o resto de nosso corpo.
O normal é que nossa Frequência Cardíaca seja de 70 a 90 BPM.
Quando os Batimentos Por Minuto são maior ou menor que este número, existe a necessidade de alerta.

Por diversas razões, nosso coração pode não bombear corretamente, e ter deficiências nos seus batimentos.
Em muitos casos essa insuficiência se torna um problema grave, que pode ser corrigido com uso de medicação ou cirurgia.
Uma dessas cirurgias, é o implante de Marcapasso o que vamos discutir a seguir.
Quando nosso coração está muito fora do ritmo, bate rápido demais ou lento demais, podemos ter diversos tipos diferentes de ataques do coração.
Para se evitar cada um deles, e para fazer nosso coração agir com menos sobrecarga, alguns casos se recomendam o uso de um Marcapasso.
O dispositivo é metálico, e parece muito um coração em tamanho menor. É sobreposto no meio do peito, entre a parte direita e esquerda, e é interligado ao coração por fios.
Assim como o coração, o Marcapasso possue batimentos por minuto, que devem ser de acordo com a necessidade, em uma frequência que pode variar de 80 a 100 BPM.
Passamos a ter no corpo, dois batimentos, o coração normal, e o Marcapasso que o auxilia a bombear o sangue que precisamos para viver.

O Marcapasso é movido por uma bateria, que precisa ser trocada a cada 5 anos, depois de seu implante original.
Uma vez colocado no paciente, nunca mais é removido, a menos que se ocorra um transplante de coração no futuro, e não se necessite mais por o dispositivo.
O uso do Marcapasso é uma avaliação médica, cada caso é um caso.
De acordo com a condição clínica e a necessidade do paciente, o histórico médico familiar e presente, é que o médico define o tratamento.

O Marcapasso é usado para controlar bradicardias, quando o coração bate lento demais, ou taquicardias, quando ele bate acelerado.
Hoje, o dispositivo de Marcapasso pode ser fornecido via SUS para pacientes que necessitam, e está também coberto por todos os planos de saúde.
É chamado de tratamento essencial no caso de muitas disfunções cardíacas e por isso a necessidade de ser disponibilizado.
Contudo, há diferentes tipos de Marcapassos.
Além do tradicional descrito acima, há um segundo tipo que é importado.
A cada vez que é necessário a troca de uma bateria, o Marcapasso tradicional precisa ser trocado e o paciente precisa ser aberto.
Com o dispositivo importado isso não acontece. Ele é implantado por meio de um lêiser e este mesmo método pode fazer com que a pele do paciente seja aberta sem cortes.
Neste caso, a bateria é removida sem a retirada do Marcapasso, e outra é colocada.
O procedimento é realizado uma vez a cada 10 anos, tempo de vida útil da bateria.
Mas por ser importado e de alto padrão, este tipo de Marcapasso é pouco usado no Brasil.

A cirurgia para implante de Marcapasso não possue riscos. E leva em média de 1 a 2h para acontecer, dependendo da situação clínica do paciente.
Pode ser feita em hospital especializado para atendimento do coração, ou em clínicas com Unidade de Terapia Intensiva Coronariana.

Uma vez que o Marcapasso for implantado a pessoa pode seguir suas atividades diárias, como trabalhar.
Isso claro, dependendo da atividade que exercer.
Pessoas com Marcapasso e com problemas no coração, não podem exercer atividades físicas pesadas, fazer esforços e operar certos tipos de máquinas ou veículos.

giovanagranzzoti@kester.net.br

Hipoglicemia ou queda de açúcar no sangue

Hipoglicemia ou queda de açúcar no sangue
Por Dra. Giovana Granzzoti
15/09/2017


No decorrer desta semana, acompanhamos estarrecidos pelas páginas do Portal Kester 10 G, uma historia absurda.
O caso de Gabriella Pavenscki, de apenas 15 anos de idade, que morreu depois de entrar em coma diabético.
Segundo as informações levantadas até o momento, a morte ocorreu por negligência da mãe já que a menina inspirava cuidados médicos e mesmo assim foi deixada em casa sozinha e sem ter o que comer.

Antes de mais nada, é preciso salientar a todos que qualquer pessoa que precise de cuidados médicos, se deixada sozinha nas condições que Gabriella foi, acarreta-se um crime.
A lei prevê prisão nesses casos porque enquadram diversos tipos de práticas delituosas neste processo.
Mas o ponto central deste artigo, é o que houve com Gabriella para que ela acabasse por falecer.

O corpo naturalmente possue seu açúcar no sangue, que pode ser chamado Glicose ou Glicemia.
Este açúcar é a fonte de energia da pessoa, ou seja, responsável por o manter bem e forte.
No entanto tudo que é em excesso faz mal, então o corpo produz naturalmente um hormônio chamado Insulina que vai controlar este nível de açúcar.
A Insulina Humana, é produzida pelo Pâncreas um órgão interno do corpo, localizado dentro da barriga.
Quando por alguma razão este órgão deixa de produzir total ou parcialmente esta Insulina, ocorre o Diabetes.
O nível de Glicose não é mais contido, se não houver o uso de medicamentos ou da própria Insulina injetável.

O Diabetes trás uma série de complicações e é uma doença silenciosa, que demanda muitos cuidados especiais.
Se houver açúcar demais no sangue, ocorre Hiperglicemia.
Se houver falta de açúcar, o paciente tem uma Hipoglicemia.

A Hipoglicemia nada mais é, que a falta de açúcar no sangue.
Provocada pela falta de nutrientes no corpo, que façam a produção de energia natural estar ativada.
Para se ter essa Glicemia normalizada, é necessário ingerir açúcar e carboidratos, que se transformem nesse açúcar ao entrar em contato com o organismo.
O correto é comermos de 3 em 3h, porque nosso corpo pode ficar sem Glicose neste período se passado muito tempo.
Para um Diabético, ocorre uma queda de açúcar mais rapidamente do que uma pessoa normal.

No caso citado acima, a garota ficou por dias sem comer direito, e ao que indica, mais de 10h sem se alimentar com nada no dia em que foi encontrada em coma.
Isto resultou, numa brusca queda de Glicemia, e deixando a menina completamente sem forças.
Desmaiada, faltou oxigenação no cérebro para que ela pudesse ter o mesmo funcionando corretamente.
Isso a levou ao coma e consequentemente a morte.

Os níveis de Glicose são importantes de sempre serem monitorados, principalmente em pacientes diabéticos.
Pessoas convencionais devem os ter entre 70 e 110.
Diabéticos, entre 70 até 150.
Qualquer coisa abaixo disso é Hipoglicemia, e acima, Hiper.
A alimentação e o cuidado com os medicamentos, são fatores essenciais para se evitar qualquer um dos casos.
Especialmente a Hipo, que é mais agressiva e rápida no seu efeito colateral.

Como identificar
Se você nunca teve, ou mesmo é diabético e não se acostumou com os sintomas, atenção.
A Hipoglicemia se caracteriza pelo suor gelado das mãos, fraqueza, mal-estar, fala pastosa, as vezes confusão mental quando muito baixa a Glicose, pernas bambas ou trêmulas, e uma fome que parece que quanto mais se come, mais se quer comer.

giovanagranzzoti@miccelann.com.br

Hemoglobinúria Paroxística Noturna - HPN

Hemoglobinúria Paroxística Noturna - HPN
Por Dra. Giovana Granzzoti
01/08/2017


Ao longo de todo mês de agosto, o leitor do Portal Kester 10 G, por causa de um problema de saúde de seu Presidente, Jornalista Guilherme Kalel, passou a acompanhar um termo nas páginas do site, que antes talvez não tivesse visto.
Isto gerou uma série de dúvidas de nossos leitores, que encaminharam pedidos de explicações sobre o que é a HPN, ou Hemoglobinúria Paroxística Noturna.
Neste artigo decorreremos um pouco mais sobre o tema.

Hemoglobinúria Paroxística Noturna, ou HPN
É um problema sanguíneo considerado raro e gravíssimo, que atinge uma parcela de pessoas.
Geralmente começa a aparecer entre os 40 e 50 anos de idade, no entanto isso não é uma regra.
Pessoas mais jovens, sobre tudo aquelas que já possuem qualquer tipo de problema no sangue, como o Diabetes ou cânceres que mexam na atividade metabólica do sangue, podem apresentar o problema.
O HPN acontece, quando os Glóbulos Vermelhos são destruídos no sangue, e aí as células ficam sem o oxigênio necessário para sobreviverem.
Isso mata as células tronco, que não se regeneram deixando o paciente suscetível a infecções e anemias profundas.
O HPN é tratado por um hematologista, o médico que cuida de problemas no sangue, e todo seu tratamento é feito com diversas objetividades.

Há dois tipos de tratamentos disponíveis para a doença hoje.
O primeiro, que trás a cura, é o transplante de medula óssea.
Para o fazer, o paciente precisa ter condições clínicas e encontrar um doador 100% compatível.
Caso contrário, o transplante não pode ser efetuado.
Como a HPN afeta as células tronco, o paciente precisa de um doador, e não pode ter células retiradas para serem reimplantadas depois.
O HPN não é um câncer, mas assim como leucemias e linfoma, precisa desse transplante.

Até 2009, este era o único tratamento disponível para a doença.
Mas o avanço da biotecnologia, passou a fazer com que os cientistas desenvolvessem técnicas capazes de fazer o corpo, mesmo doente, produzir células que pudessem ter os Glóbulos Vermelhos saldáveis.
Isso então corrige o problema da HPN, que destrói esses Glóbulos.
Para isso, o paciente necessita o uso da medicação Eculizumab, que é comercializada sob o nome Sorilis.
Esta droga é de extremo alto custo, apesar de eficaz no tratamento de HPN, e de ser o único remédio capaz de corrigir o problema.
Custa entorno de R$ 11,5 Mil cada ampola, e é produzida na Europa.
Antes, ao ser receitada no Brasil, necessitava de autorização judicial para ser usada vez que não estava aprovada pela Anvisa.
Desde 2017, isso mudou, e o Eculizumab pode agora ser usado livremente no Brasil.
O que inviabiliza o tratamento na verdade, é seu alto valor.
Hoje, 185 pessoas possuem receita para o medicamento no Brasil.
E deste total, 105 ingressaram com ações judiciais para que o governo custeasse o tratamento.
Porque não possuem condições de arcar com as despesas da Sorilis.
Apenas 30 pessoas conseguiram a liminar, que garante o acesso a medicação. Outros 75 pedidos aguardam análise judicial ou tiveram os pedidos negados.
Das 30 pessoas que conseguiram acesso a Sorilis, nem todas fazem o tratamento.
Pelo menos 12 delas, ou não receberam ainda a medicação, ou receberam porém tiveram o fornecimento interrompido por falta de repasse do governo para a compra da droga.
Sob risco de vida, tiveram os tratamentos interrompidos bruscamente e podem morrer.
Quem precisa da medicação e não conseguiu acesso, também corre esse risco.

O que faz
A Hemoglobinúria Paroxística Noturna, como dito anteriormente, destrói os Glóbulos Vermelhos.
Com isso falta oxigênio nas células do sangue, que morrem.
Então, provoca-se infecções, anemias e outras complicações.
Como má circulação, coágulos sanguíneos, hemorragias.
Aumentam-se o risco de infartos, Acidentes Vascular Cerebral, Aneurismas, entre outros problemas ligados a sangue.

O HPN e o Diabetes
O Diabetes é quando há o aumento de açúcar no sangue.
Não é provocado por uma falha sanguínea, mas sim no Pâncreas, órgão do corpo humano, que produz a Insulina, um hormônio que controla os açúcares.
Mas como a Diabetes é o excesso de açúcar no sangue, portanto o problema apresenta-se no sangue, tem toda uma relação.
Pacientes com HPN e Diabetes, tendem a sentir mais os sintomas da doença e possuem complicações mais severas.
Por causa da HPN, o Diabetes descompensa com maior facilidade e há mais riscos de Hipoglicemias, falta de açúcar no sangue, com maior intensidade de efeito.
Essas Hipoglicemias podem ser maiores e mais fortes, do que em outros diabéticos.
E a hiperglicemia, quando há aumento do açúcar, também tende a ser mais forte.
A Diabetes aumenta o risco de coagulação em pacientes com HPN.
E aumenta o risco de hemorragias em órgãos como rins e pâncreas.

Sintomas
O paciente pode ficar atento, pois quando há algo de errado, o corpo dá sinal.
E esses sinais podem ser leves ou fortes, mas notados.
Fadiga, falta de ar, anemia que persista, descompensação do Diabetes, má circulação, queda de pressão arterial, queda do ritmo cardíaco - Bradicardia, urina escura
demais ao amanhecer, dores nos rins sem que apresente pedras ou cálculos renais, entre outros.
São sintomas que devem ascender um alerta.
Há qualquer sinal de algum destes, procure um médico para uma avaliação mais precisa.

Como tratar
Como dito antes, o tratamento segue duas linhas, o transplante ou a Sorilis.
No caso da segunda opção, o tratamento tem um período mínimo que precisa ser feito, 24 meses.
Depois disso, os médicos avaliam para saber se o paciente necessita tomar a medicação continuamente, para o resto da vida, ou se pode parar por um tempo e depois voltar.
De qualquer modo, sempre ele vai precisar da Sorilis, porque o remédio não cura, mas sim controla o problema.
Para 100% de chance de cura, somente com o transplante.

Em que condições o paciente não pode fazer o transplante?
Quando o paciente não tem doador 100% compatível, pois pode haver rejeição.
Quando o paciente possue problema cardíaco grave, e é considerado cardiopata.
Quando o paciente possue algum tipo de câncer.

giovanagranzzoti@miccelann.com.br

Bloqueios ou atrofia nervosa

Bloqueios ou atrofia nervosa
Por Dra. Giovana Granzzoti
25/08/2017


Nesta semana nossa coluna especial, vai falar de um tema que acredito ser de grande importância.
Com total certeza, algumas das pessoas que leem esta, devem ter escutado falar que um amigo, parente, um conhecido, sofreu um bloqueio ou atrofia nervosa.

Bloqueio ou atrofia
É quando alguma parte de seu corpo por alguma razão, fica impedida de atuar ou de se mexer.
Chamamos de bloqueio, quando há chances da parte prejudicada voltar a funcionar normalmente, e chamamos de atrofia, ou paralisação, quando a parte afetada não vai mais voltar a funcionar.
Uma pessoa que sofreu um derrame, e que não vai mais andar para o resto de sua vida, sofreu uma atrofia, ou paralisia.
Uma pessoa que caiu, sofreu uma lesão mas pode recuperar seus movimentos com o uso da fisioterapia, sofreu um bloqueio, para ficar mais simples de ser entendido.

Quando o bloqueio ou a atrofia se dá nos nervos, geralmente a ação que a provocou vem de um problema neurológico.
Mas um problema que a olho nu, não vai ser identificado em um exame físico de imagem por exemplo.
Esses problemas nervosos, acontecem por acúmulo de stress, ou por doenças que estejam mais ligadas com o emocional do que com o físico do paciente.
Contudo, uma doença emocional pode, atrofiar a pessoa.
Não porque ela queira ficar paralisada, mas porque as células nervosas sofrem necrose, elas morrem.
Por que essas células morrem?
O excesso de stress sob o paciente, ou doenças neurológicas emocionais que submetam a condição de muita carga nos nervos, faz com que o corpo do paciente precise suportar uma carga amais do que a acostumada.
Assim como seu coração não pode bater aquem da sua capacidade, seus nervos não operam a partir de uma quantidade elevada de stress.
Eles entram em colapso, e sem forças começam a morrer.
Os músculos do corpo, que se mexem pela ação de nosso sistema nervoso, começam então a ficar sem forças.
E com o passar do tempo, esse limite de forças diminue a tal ponto, que acaba sendo impossível mexer as partes afetadas.
Geralmente o sistema nervoso vai controlar a maior parte de seus movimentos de braços e pernas.
E é por isso que essas são as partes mais prejudicadas quando há bloqueio ou atrofia.
O que fazer?

A partir do momento que o paciente recebe um diagnóstico desses, ele precisa se cuidar.
Evitar ao máximo o acúmulo de stress, para que a doença não avance e o paralise completamente.
E precisa também de atividades físicas, ou terapias que estimulem o uso dos nervos no corpo.
Então são recomendadas, fisioterapias, exercícios físicos, natação, ginástica, e a eletroterapia.
Esta última, consiste em uma série de sessões, em que o paciente se deita em uma maca, e recebe estímulos no corpo.
São pequenos choques, como se fossem vibrações, que fazem os nervos que estão em processo de paralisação, se reavivem.
Na maior parte dos casos, a combinação de tratamentos atinge o resultado esperado e os bloqueios são revertidos.
Mas em alguns deles, quando a doença é muito avançada ou quando o paciente procura tardiamente um tratamento, esses bloqueios já evoluem a atrofia e não há o que se fazer, a não ser evitar novos bloqueios e atrofias.
A parte que já paralisou, não volta, e o paciente precisa se adaptar a ela.

Como saber que estou com o problema?
Se o paciente sente fraqueza nos braços e pernas,
se a pessoa tem dificuldade em segurar objetos,
se a pessoa tem muitos tremores ao segurar algo,
se a pessoa possue qualquer doença que possa indicar o bloqueio ou atrofia dos nervos.
Deve procurar atendimento.

O médico correto a buscar, é um neurologista, que diante ao histórico do paciente vai o ofertar o melhor tratamento.
É importante salientar, que o remédio é importante, e que paralelo aos tratamentos citados acima, vai ser necessária a tomada de alguma dessas medicações.
O problema é que pelo sistema público de saúde, não existem tratamentos como Eletroterapia, nem recomendação de outras atividades.
Nos casos mais extremos, o paciente é encaminhado a fisioterapia mas o tratamento auxiliar deve ser buscado por ele assim que diagnosticado.

Doenças que podem provocar o bloqueio de nervos
Algumas doenças podem provocar o bloqueio nos nervos do corpo.
São chamadas de Neuropatias, doenças nervosas.
Tais como:
Depressão Crônica Severa, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Transtorno de Ansiedade, Fibromialgia, Neuropatia Diabética, entre outras.

O importante também em saber, é que não são somente as doenças emocionais que podem provocar bloqueios e atrofias.
Outras doenças com sintomas físicos influenciam nos nervos.
A diferenciação delas, é que se o paciente não tem nada fisicamente, mas tem qualquer tipo de sintoma de bloqueio ou atrofia, isso não quer dizer que ele está
inventando diagnóstico, mas sim que precisa ser averiguado melhor, dentro das doenças emocionais.
Doenças físicas que apresentam atrofia são:
Esclerose, Reumatismos, Mal de Parkinson, e canceres cerebrais.
giovanagranzzoti@miccelann.com.br
Fibromialgia - Um mal que se esconde em outros
Por Dra. Giovana Granzzoti
18/08/2017


Nesta semana o artigo de nossa coluna, relata uma doença que não é muito falada nos consultórios médicos, mas que pelos sintomas vão fazer muita gente se diagnosticar.
Fadiga, cansaço, mal-estar, moleza, uma interminável dor nas articulações de braços e pernas, depressão, sensações de angústia, problemas de circulação sanguínea e claro o pior deles.
Um inchaço sem precedentes que nada pode explicar por qual motivo se incha tanto.

Se você está encaixada nesses sintomas, alerta! Você pode ter fibromialgia.
Esta é uma doença dos nervos, que não aparece em exames e é feita diagnóstico a partir da historia clínica do paciente, depois do descarte de outras doenças
neurológicas.
Aparece geralmente, na consequência da depressão ou como acompanhante da mesma.
E prejudica, todo ou quase, o funcionamento do corpo por estar instalada exatamente no sistema nervoso e nas articulações.
Suas dores são incessantes e as vezes se confunde com doenças inflamatórias, como Artrite, mas é algo mais complexo.

Entender a Fibromialgia é algo que precisa transpassar os limites da medicina, você precisa entender a si mesmo.
Geralmente essa é uma doença de mulheres, que começam a afetar as pessoas a partir dos 25 anos de idade.
Mas em casos raros, atinge também homens apesar de ser em grau menor.
Uma vez diagnosticada, o melhor tratamento para a Fibromialgia trás uma série de combinações.
Terapia, medicamentos, exercícios, natação, massoterapia.
Na busca por uma melhor qualidade de vida, tudo é possível.

Para falar dessa doença, um artigo apenas não vai ser suficiente, então vamos o dividir e sempre que possível escreveremos um pedacinho, até para não ficar
cansativa a leitura.
Por que acontece?

A Fibromialgia não tem uma causa específica, ela aparece, simples assim.
É o resultado de uma disfunção nos nervos, geralmente provocada por uma depressão crônica.
E é por isso que atinge maior parte de mulheres, do que homens.

Suas características são bem peculiares, o que torna seu diagnóstico para uma pessoa atenta, a ser definível.
Você começa a inchar, sem motivos aparentes para isso. Vai sentir cansaço, fadiga, as coisas que fazia antes com facilidade, vão ser u fardo.
Subir escadas, limpar a casa, tudo isso vai ter que ser feito com cautela, com paciência, porque o corpo não vai responder mais aos estímulos.
Os nervos se atrofiam, porque faltam substâncias estimulantes no cérebro, que são contornadas ou drenadas pela depressão.
A depressão o retira o ânimo, e a Fibromialgia é o sintoma físico da doença, alguns a chamam de doença da alma, porque é impossível trata-la com medicamentos, se
não
houver uma terapia em paralelo.
Calmantes, antidepressivos, vão te ajudar. Mas não vai poder dispensar também o uso de relaxantes musculares, analgésicos, e não vai se esquecer nunca, todos os
dias
vai sentir dor.
O inchaço as vezes vai significar que a Fibromialgia transpassa a ordem cerebral, e chega ao sistema cardiovascular.
Sim, ela pode provocar um AVC, Derrame, por causa das complicações a longo prazo.
Vai causar má circulação sanguínea e isso explica uma das razões pelo inchaço.

O neurologista é o melhor profissional para tratar este mal, mas as vezes vale apena passar pelo psicólogo em paralelo.
E é bom também, encontrar um médico que entenda o seu problema, porque nem todos pensam igual ou conseguem fazer esse diagnóstico preciso.
giovanagranzzoti@miccelann.com.br

Sorilis, a droga do momento

Sorilis, a droga do momento
Por Dra. Giovana Granzzoti
11/08/2017


Nesta sexta-feira eu peço desculpas por demorar escrever.
Todos esperavam esta atualização pela manhã mas tudo que pensei para escrever hoje, teve de ser mudado.
O motivo, o assunto dessa semana não poderia ser outro que não a droga Sorelis.
A medicação de incrível alto custo que se tornou conhecida de todos nós, leitores Kester nas últimas 24h.

A medicação precisa ser usada pelo Presidente Kester, Jornalista Guilherme Kalel, no combate a um problema que causa deficiências e infecções no sangue e em outras partes do corpo.
Se não tomar a medicação, Guilherme vai desenvolver uma anemia severa e infecção múltipla e generalizada, o que no seu caso seria fatal.
Para evitar essas complicações há uma saída, única saída infelizmente.
E ela está fora de todos os padrões do Brasil.

A medicação Sorilis é a única droga neste momento, capaz de conter o avanço desta doença que acomete Kalel agora.
É necessário que ele tome ao menos duas injeções da droga por mês, num prazo mínimo de 2 anos, que pode ou não ser aumentado, para se ter um efeito esperado e preciso.
Se isso não acontecer, Guilherme não teria chance.

A medicação custa R$ 11 Mil e é uma das mais caras do mundo.
É produzida na Europa e importada para o Brasil, onde é comercializada mediante a retenção da receita.
A droga é relativamente nova aqui, pouquíssimas pessoas tiveram acesso a ela, e todas compraram nem uma pelo SUS.
Pelo seu alto custo, o remédio não está no sistema público de saúde, aliás opinião médica a ser dada, é um dos muitos que tinham de estar no sistema mas que
infelizmente não estão.
Ao custo de R$ 11 Mil, Guilherme precisa de duas por mês, ele gastaria R$ 22 Mil por cada 30 dias.
Se o tratamento durar 2 anos, seriam mais de R$ 500 Mil com remédios.

Como a droga não perdeu a patente, isto dá ao laboratório produtor o direito de comercializa-la ao custo que desejarem.
E isso é algo que influencia neste alto custo da medicação.
Talvez se houvesse um similar, ou se o Brasil fosse capaz de produzi-la o resultado seria diferente e seu custo não tão elevado.

A minha opinião médica é que o paciente em questão, precisa urgente da tomada da medicação.
Ela é a única alternativa ao problema apresentado em todos os ângulos, e por mais que se procure o fato é que não há, não existe um meio termo ou outra medida paliativa.

giovanagranzzoti@miccelann.com.br

Primeiro Contato

Primeiro Contato
Por Dra. Giovana Granzzoti
04/08/2017


Caros leitores, sejam todos bem vindos a este espaço.
A partir deste 4 de agosto e nas próximas semanas, sempre as sextas-feiras, estarei publicando por aqui.
Este espaço, chamado de "Cuidado Essencial", será nosso canal de comunicação, ofertado pelo Grupo Kester 10 G.
Vamos conversar por aqui, sobre diversos assuntos no campo médico e procurarei trazer informações referentes a todos os problemas que me perguntarem.
Além de falar sobre as dúvidas de cada um, que procurarei responder com meus artigos, também vou postar a respeito de diversas doenças dentro de minhas áreas de atuação;
Neurologia / neurocirurgia
Cardiologia
Cirurgia Geral
Oncologia
Fitoterapia/homeopatia
Psicologia.

O objetivo deste espaço é esclarecer sobre diversos temas relacionados a estas áreas, com informações que sejam relevantes a auxiliar pacientes, familiares e pessoas que tenham curiosidade em saber como cada doença age ou funciona.
Vamos falar sobre os tratamentos disponíveis, e como realizar cada um deles.

Neste nosso primeiro contato gostaria de aproveitar e agradecer, ao Grupo Kester, especialmente na pessoa de seu Presidente, Jornalista Guilherme Kalel,
que de maneira gentil e prestativa, nos cede espaço para falarmos sobre temas de tamanha relevância num verdadeiro serviço de utilidade pública.

Dores de cabeça e os problemas visuais
Talvez muita gente não saiba, mas muitas das vezes as fortes dores de cabeça no dia dia podem estar relacionadas com a visão e não com um problema neurológico propriamente dito.
As vezes, nós, médicos, recebemos no consultório pessoas que se queixam de dores intensas e por mais que façamos exames de imagens não encontramos nada que as justifiquem.
Um bom profissional ao não encontrar nada que explique a dor, tenta buscar por outras razões para ela ser e estar presente.
Claro que as vezes problemas psicológicos podem desencadear tal dor e por isso é tão importante observarmos com atenção os exames e histórico do paciente.
O papo com o mesmo é muito importante e tão vital quanto um exame avançado de imagens para que o médico faça seu diagnóstico.

Temos em nosso cérebro uma região chamada Lobo Occipital, localizada na parte traseira da cabeça.
É esta região do cérebro que é responsável por nossa visão.
Quando há algo de errado com nossos olhos, o Lobo Occipital tende a ter aumento de pressão intracraniana ou ainda sofrer danos temporários ou permanentes.
Por causa desses danos surgem a dor.

Uma vez que o médico faça o diagnóstico de que o problema do paciente está relacionado com sua visão, é importante tratar os dois pontos.
Os olhos são examinados por um oftalmologista que vai indicar o que o paciente tem e a melhor forma de reversão de tal problema, e depois um medicamento para as dores será indicado.
As vezes, como nos casos de hipermetropia por exemplo, a dor de cabeça se cessa só com o uso correto de óculos ou lentes, sem a necessidade da medicação.

Se você possue dores de cabeça, irritabilidade nos olhos, dores que saem da cabeça e chegam aos olhos, dificuldade de ver de longe, ou ainda a visão embaçada quando está vendo de perto, atenção!
Esses sintomas podem caracterizar doenças oculares, apesar de provocarem dores na cabeça e te confundirem com sintomas de problemas neurológicos.
Procure seu médico para retirar qualquer dúvida, e caso não tenha um, encontre o de sua confiança para um exame claro e preciso.

Que exames podem ser feitos?
Na procura por problemas oculares que identifiquem a dor de cabeça, podem ser feitos exames convencionais nos olhos.
Exame de fundo de olho, aferição da pressão ocular, exame de infravermelho, entre outros.
Já no campo neurológico, uma tomografia do Lobo Occipital será suficiente para mostrar qualquer dano referente a visão.

As vezes, traumas na cabeça podem provocar a perca da visão total ou parcialmente.
Dependendo do grau de comprometimento da lesão isso é irreversível, mas existem técnicas cada vez mais avançadas usadas na Europa, capazes de reverter 95% desses casos.
Infelizmente tais técnicas ainda não chegaram ao Brasil, mas a sociedade médica acredita que chegarão nos próximos anos.
Elas são feitas por neurologistas especializados, porque envolvem a região lesionada do Lobo Occipital para devolver a visão total ou parcial ao paciente.
giovanagranzzoti@miccelann.com.br